Teu jeito de
ser menina
Teu olhar
ingênuo e doce
Cabelos
soltos ao tempo
Tudo isso me
fascina
Tua boca
pequenina
Rósea
Úmida
Tão singela
Na pele
bronze se estampa
Meus olhos
por ti passeiam
Fazendo-me
divagar
A tua voz
sensual
Rimando com
teu balanço
Do teu corpo
Do teu canto
Teu
pensamento maroto
Teu cheiro
tão jovial
Teus braços
são como garras
Que prendem
Meu corpo e
alma
De forma
excepcional
Tão que
respiro ofegante
Mas sem levar
adiante
Ao que o
desejo me induz
Carente de ti
somente
Retorno à
minha rotina
E a imagem da
menina
Criada na
eloqüência
De sonhos
inconseqüentes
Preservo
ainda em mente
***
Março, 2005